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Compliance e Qualidade – Como Elas se Relacionam Dentro da Empresa?

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Para entender melhor como compliance e qualidade se relacionam, vamos as suas definições: Qualidade possui alguns significados, sendo um dos mais relevantes para o tema o “grau negativo ou positivo de excelência”. Já Compliance, vem do verbo em inglês to comply que significa, de forma literal, “seguir as regras estabelecidas”. Ou seja, enquanto o primeiro trata de excelência, o segundo é inicialmente mais pontual: siga as regras. Mas aonde esses dois se encontram? Eles andam juntos.

A área de qualidade, assim como a área de Compliance de uma organização, tem objetivo preventivo. Ou seja, evitar que algo indesejado aconteça. E ainda, caso venha a acontecer, ter mecanismos eficientes de resposta. A ISO 9001:2015 tem esse caráter preventivo assim como a Lei 12.846/2013 Anticorrupção. A lei inclusive afirma que os mecanismos de Compliance da organização serão levados em conta em caso de condenação na forma de um possível atenuante a pena do condenado. Para saber mais sobre a Lei Anticorrupção, acesse o post O que muda com a Lei Anticorrupção.

O objetivo final de ambos é estabelecer uma cultura dentro das organizações. Dessa forma, os colaboradores fazem porque acreditam e entendem que aquele, o caminho da qualidade e do Compliance, é o único caminho a ser seguido. Uma frase famosa de Henry Ford ilustra de forma clara: “qualidade é fazer o certo quando ninguém está olhando”.

Outro ponto convergente entre ambas é a questão da informação documentada. Processos, procedimentos, treinamentos, auditorias entre outros devem não só ser feitos como documentados. Não basta fazer, tem que se provar que é feito inclusive para atender a Lei 12.846. E mais, que os processos, políticas, procedimentos entre outros fazem parte de um ciclo de melhoria contínua sendo assim constantemente revisados.

Para atingir a qualidade e mais, a excelência, é necessário seguir as regras e ir além. Ou seja, ter em mente que a legislação, normas e regimentos são pré-requisitos para o atingimento do ótimo, e que os objetivos finais das organizações passam por eles. Como diria Paul McNulty, ex Procurador Geral Adjunto dos Estados Unidos, “se você acha que Compliance é caro, tente não o ter”.