Compliance Officer

Você Conhece a Função de Compliance Officer?

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Inicialmente, a função de Compliance Officer foi construída com o objetivo de criar procedimentos internos de controles; treinar os colaboradores e monitorar o cumprimento dos procedimentos. Atualmente, este departamento passou a contextualizar as políticas e diretrizes com o gerenciamento de riscos.

Concomitantemente ao desenvolvimento da atividade Compliance Officer, o gerenciamento de riscos expandiu-se para outros fatores importantes, com maior atenção para a prevenção dos riscos. Para isto, devemos descobrir o imprevisível, o improvável e nos preocuparmos com o imponderável. É importante, também, a figura de um membro de alta direção ou conselho que conteste todos os temas abordados com o objetivo de sempre haver novas perspectivas e fazer com que a empresa se atente para alternativas em quaisquer situações. Pois é certo que atuamos com o objetivo de eventos indesejados não voltarem a ocorrer, entretanto precisamos ter em mente que outros episódios vão acontecer e, talvez, com impactos mais devastadores.

O gestor dessa área é conhecido como Chief Compliance Officer (CCO) e a responsabilidade deste e de sua equipe, abrange implementar e monitorar diariamente as atividades previstas no plano de trabalho do Compliance. A empresa pode ter o seu próprio funcionário, porém com cautela para não gerar conflitos dentro da hierarquia ou contratar um profissional atuando como consultor. Nas duas possibilidades, o colaborador assumirá as responsabilidades sobre o dever de vigilância, controle e comunicação das irregularidades aos diretores ou ao conselho, caso a empresa o tenha.

É fundamental mencionar a importância da liderança e da imagem do profissional de Compliance Officer. Para ocupar esta posição, o colaborador não pode ser simplesmente um cumpridor de regras. Ele deve ter a capacidade de influenciar na mudança de comportamentos dos demais funcionários dentro da empresa. Já em relação à imagem deste profissional, sua postura, posicionamento, o comportamento e até o tom de voz mais adequados devem ser abordados. Cada vez mais, as posições de destaque nas empresas são ocupadas por profissionais jovens, que precisam desse suporte para se aperfeiçoarem no tratamento com a alta gestão.